sexta-feira, 17 de julho de 2009

Continuação: Especial Veja I

Nada de alugar veículo antigo ou limusine.

Peça um carro bacana emprestado e contrate um motorista (economia de, no mínimo, 700 reais).

Quer poupar 3 000 reais na cerimônia? Abra mão do aluguel de som e microfones. Exceto se você vai se casar num lugar enorme como a Catedral da Sé, um belo coral acústico dá conta do recado – em geral, as igrejas são projetadas para que o som se propague facilmente.

Construir uma cobertura ou alugar um espaço já existente? A segunda opção é beeeeem mais em conta. Você vai gastar 20 000 reais para alugar um bufê. Num cálculo modesto, serão necessários 100 000 reais para construir uma tenda no jardim de casa. "Os elementos da cenografia são calculados por metro quadrado", diz o decorador José Antonio de Castro Bernardes.

Nada de casar-se na praia ou no campo – engorda o orçamento em 30%. Toda a mão de obra que se desloca para fora da cidade cobra o dobro. E você terá de bancar hospedagem da equipe.Aproveite o mobiliário do local alugado, já incluso no valor pago pelo salão.

A locação de mesas, cadeiras, pufes e bufês encarece entre 5% e 10% o orçamento.Se precisar alugar os móveis, concentre o pedido em poucos fornecedores para não gastar excessivamente com o frete. "Depois da restrição de circulação de caminhões na cidade, o preço aumentou", afirma Gabriela Camargo, organizadora de casamentos da Festività.

Regra que vale para todos os itens: se está na moda, vai custar mais. Assim, fuja do "bufê do momento", da "igreja mais chique" ou do "costureiro das estrelas". Fama não é sinônimo de qualidade.

Lembre-se da regra acima ao alugar mobília. No caso dos sofás e poltronas com design assinado, o preço dobra. Para as mesas, a diferença assusta: um modelo simples, de madeira, custa 20 reais – contra 400 reais de cada uma das criadas por nomes badalados.

Unanimidade entre os especialistas: flores da estação diminuem até 30% do valor investido em decoração. "Não adianta se casar no verão e querer tulipas, que são típicas do inverno", diz Chris Ayrosa, organizadora de uniões pesos-pesados como a da bilionária Athina Onassis.

Não é necessário decorar cada banco da igreja. Coloque arranjos nos de uma fileira e pule os dois seguintes. Outro truque quase imperceptível: em vez de somente flores, os arranjos de centro de mesa podem conter folhagem. Economiza, sem prejudicar o volume.

Para impressionar sem torrar dinheiro, lance mão de flores tropicais como helicônia, alpínia e bastão-do-imperador. Com uma haste (3 reais) e um maço grande de murta (5 reais), dá para criar um arranjo. "Outras opções são a costela-de-adão e a dracena", sugere o florista Vic Meirelles. Vale abusar da gipsófila, chamada popularmente de "mosquitinho" (10 reais o maço).

Árvores secas dão charme ao ambiente, mas o aluguel de cada unidade custa, no mínimo, 150 reais.Se a escolha forem as rosas, prefira as nacionais de cabo médio. Direto no fornecedor, é possível comprar cinco dúzias por 25 reais. O pacote com vinte botões de rosa colombiana custa pelo menos 30 reais.Janeiro, fevereiro e julho são bons para pechinchar, porque menos gente marca eventos nesses meses.

O serviço à francesa (empratado) caiu em desuso. Além de formal, custa 20% mais que o bufê americano, pois exige mais mão de obra na cozinha e no salão.Preste atenção aos pratos básicos que devem ser servidos no bufê: salada, entrada fria, massa, uma carne, um peixe e um acompanhamento. "Não precisa de mais que isso", diz Andrea Fasano, do Buffet Fasano.

Opção de bufê mais em conta: finger food. As entradas são dispostas em ilhas de degustação onde há aperitivos e canapés. Para o jantar, pequenas porções de apenas dois pratos, como massas e risotos, servidas pelos garçons. Para finalizar, dois tipos de sobremesa. Nesse sistema gasta-se 25% menos que no bufê tradicional. "É econômico e cool, sem deixar de ser chique", afirma o chef Christian Formon.

Sim, é possível abrir mão da mesa de doces. E sem passar vergonha. Quem dá a dica é Carla Fiani, organizadora de casamentos estrelados como o da cantora Wanessa (ex-Camargo)."Aposte em opções mínis de creme brûlé, petit gâteau e profiteroles."Já pegou um doce e, depois da primeira mordida, jogou fora porque tem um ingrediente de que você não gosta? Para evitar esse desperdício, destaque uma copeira para explicar os sabores. De quebra, ela inibirá a gula de apressadinhos que comem antes da hora.

"Um bufê tradicional cobrou 180 reais por pessoa. Recorri a outro, bacana mas não tão concorrido, no qual pagaria 115 reais por convidado. Outra dica: comprar bebidas em janeiro, quando as lojas fazem saldão."Tatiana Skibelski, 24 anos, professora.Casou-se em 21 de março

Personalizados, os noivinhos do bolo ficam uma graça. Custam 300 reais. Se tiver oportunidade, procure nas lojas uma duplinha já pronta, parecida com vocês. Assim fez a publicitária Cíntia Costa. "Paguei 50 reais", conta ela, que dá dicas do tipo no blog Planejando Meu Casamento.

Para aquele bolo que sai nas fotos, alugue um cenográfico. Há modelos por 300 reais. Na hora de servir a guloseima, pode-se optar por uma mais simples, que já vem cortada da cozinha.Troque a cobertura de pasta americana do bolo por ganache ou merengue, mais gostosas e econômicas.

Recheios de brigadeiro e doce de leite custam entre 15% e 30% menos que os de damasco, nozes e pistache.

Optar por música ao vivo pode custar o dobro de contratar um DJ.Um dos bem-casados abaixo custa 2,10 reais a unidade. O outro, 2,60. Dá para notar a diferença? Apesar de o doce ser o mesmo, o material da embalagem diminui o custo. O da esquerda leva papel crepom e fita nacionais, por isso é a opção econômica.

Tente pagar o máximo de serviços à vista – o que permite negociar descontos de 10%. Pelo mesmo motivo, fechar negócio com pelo menos um ano de antecedência pode diminuir os gastos. Em geral, a margem de lucro dos fornecedores varia entre 20% e 30% do preço de custo.Por último, mas não menos importante: exigir todos os orçamentos por escrito pode poupar dinheiro e dor de cabeça. "Leia cada letrinha dos contratos para não ter surpresas desagradáveis depois", aconselha Vera Simão.

2 comentários:

Anônimo disse...

muito boa essa materia !

bjocas

Fer disse...

Nossa qtas coisas a gente precisa saber...mas dá mesmo p econimizar rs

bjussss

Está chegando o natal...